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Boletim Utah Jazz 85, 20 de Março de 2005.

 O futuro do Utah Jazz - parte II. 

Olá Jazz Fanzz.

Em momentos onde o Utah Jazz não para de perder, decidimos dar uma olhada no time da Universidade de Utah, para ver se ela está fazendo bonito no NCAA (torneio de basquete universitário americano).

E não é que está dando show de bola? O camisa 4 Andrew Bogut, a principal estrela da Universidade de Utah, cotado para ser a primeira escolha da NBA este ano teve uma partida monstro ontem contra Oklahoma na vitória de 67 x 58. Não tanto pelos pontos, que foram apenas 10, mas pela sua atuação de forma impecável nos demais quesitos. Esta vitória garante o Utah Utes entre os 16 melhores times universitários, ou seja: Sweet 16, como eles chamam lá. A Universidade de Utah volta a este torneio após 7 anos de ausências.

Vale lembrar que Bogut já declarou seu desejo de jogar pelo Utah Jazz na NBA. Quem sabe os times que farão a escolha antes do Jazz não dão uma forcinha pra ele realizar seu sonho, não é mesmo?

Outros destaques da partida de ontem foram Justin Hawkins com 20 pontos e 14 rebotes, Mark Jackson com 17 pontos, e uma performance estupenda na defesa, e também Bryant Markson, que fez 16 pontos.

O próximo jogo do Utah Ja... ops do Utah Utes será na próxima sexta-feira, contra o Kentucky, antigo rival. Quem sabe não acontece mais uma vitória. 

Voltando a vida real, retomamos a análise dos atuais jogadores do Utah Jazz para a próxima temporada e o que esperamos que aconteça com cada um deles.

Nesta semana: Howard Eisley, Gordan Giricek, Ben Handlogten, Matt Harpring e Kris Humphries.


6 - Howard Eisley (Guard) - Contratado de última hora nesta temporada, devido a contusão de nossos armadores, vem jogando quase todos os jogos, porém não tem mostrado nada de especial que convença o time a mantê-lo por mais um ano. Está no time apenas porque já havia jogado pelo Jazz por muitos anos, e conhece a forma de trabalho da comissão técnica.

Ponto forte: jogador experiente, não se intimida em momentos difíceis. 

Ponto fraco: nunca se firmou como titular do time, talvez por ter sido eterno reserva de Stockton. Saiu do Jazz e rodou por alguns times, sem o menor sucesso. 

Chances de continuar: As chances são remotíssimas.

Palpite: Não deve ficar no time.

Esperança: Espero que Raul Lopez pare de se contundir.


10 - Gordan Giricek (Small Guard) - Chegou no time no meio da temporada passada, quando o Jazz estava afundando. Ajudou o time a ter uma temporada vencedora, o que valeu-lhe a renovação de contrato por mais 4 anos. Este ano não vem jogando bem e por algum motivo Jerry Sloan está descontente com ele, deixando-o sempre no banco de reservas. 

Ponto forte: Excelente arremessador, é comum tê-lo com a melhor eficiência no time neste quesito. 

Ponto fraco: Apesar de bom arremessador, precisa olhar mais para os companheiros, ter mais assistências na partida. 

Chances de continuar: Grande chance de continuar no time, principalmente se Raja Bell for jogar por outro time. 

Palpite: Deve continuar no time. 

Esperança: Não vejo motivo algum para o Utah Jazz perder esse excelente jogador. 


44 - Ben Handlogten (Central) - Este jogador é um guerreiro. Jogou pelo Jazz o ano passado, sofreu uma gravíssima contusão no joelho, perdeu a temporada passada, ficou sem time este ano, estava quase indo jogar na Europa quando o Jazz chamou-o há 20 dias atrás. Ele é adorado pela torcida, que vibra quando ele entra em quadra. 

Ponto forte: Jogador valente, joga com o coração, e nos 5 jogos que fez até agora, está com a média de 62,5% de arremessos certeiros. 

Ponto fraco: Não é um ponto fraco, mas está totalmente desadaptado ao time.

Chances de continuar: As chances de continuar dependerá muito do futuro do time. O Jazz tem um respeito enorme por ele. Se o Jazz conseguir se livrar de Borchardt e Collins, ele pode continuar no time. 

Palpite: A situação dele é difícil. Eu diria algo em torno de 30% de chances de ficar.

Esperança: Ele coloca no chinelo os pivôs do Jazz, seria um ótimo primeiro reserva de Mehmet Okur. Merece ficar no time com certeza.


15 - Matt Harpring (Small Foward) - Outro jogador guerreiro do Jazz, já disse aqui algumas vezes, é o jogador que mais admiro no time. Jerry Sloan confia muito em seu trabalho. É considerado um dos líderes do time.

Ponto forte: Joga com o coração, é líder em quadra e tem o respeito dos outros jogadores. 

Ponto fraco: Apesar de ser bom arremessador de três, tem falhado nos lances livres e principalmente em bandejas. 

Chances de continuar: Tido como moeda forte de troca, os boatos estão sempre rondando Harpring.

Palpite: Deve continuar, ainda mais pelo respeito que a comissão técnica tem por ele.

Esperança: Ele é o jogador que mais admiro, não preciso dizer mais nada.


43 - Kris Humphries (Power Foward) - Jogador adquirido este ano pelo Jazz na décima quarta escolha do draft. Jogou pouco, o que já era esperado. 

Ponto forte: Bom nos rebotes, percebemos que não se intimida com adversários mais badalados. Enterrou em cima do Tim Duncan, jogada que foi mostrada nacionalmente com muita empolgação na ESPN.

Ponto fraco: Precisa, e muito, aprender a passar a bola para os adversários. Não porque ele não sabe passar, e sim porque acha que ele é o único que pode fazer a cesta.

Chances de continuar: Tem mais dois anos de contrato, é estreante, chances ótimas de continuar no time.

Palpite: Ele não vai a lugar nenhum. Continua com o time.

Esperança: Espero que fique, e que melhore os fundamentos acima citados.


No próximo artigo finalizaremos esta análise sobre os jogadores do time.

Enquanto isto na JazzLand... 

Nove jogos..... nove derrotas.

Derrotas e mais derrotas. O Jazz perdeu mais uma ontem para o Washington Wizards por 96 x 95. Foram 5 jogos fora de casa, 5 derrotas.

Agora o time fará 7 jogos seguidos em casa, começando amanhã contra o Los Angeles Lakers, que vem também caindo pelas tabelas. Será que o Jazz fará a proeza de ter 10 derrotas seguidas? Pelo que me lembro, isto nunca aconteceu.

Nesta fase do campeonato, todos os olhos estão voltados para a escolha do draft, e a posição na tabela é o que decide quem faz a escolha primeiro. Mesmo que o Jazz perca a maioria dos jogos, ele não vai ficar em último. Isto que dizer que apenas uma troca entre times dará ao Jazz o direito a ser o primeiro na escolha do draft. Outra chance é o sorteio. Acho que o Jazz entrará com algo em torno de 5% de chances de ser sorteado, caso termine a temporada com a quarta pior campanha. De qualquer forma, só de estarmos falando sobre este assunto aqui na Utah Jazz Feital Home Page já é por si só uma grande decepção. 

Bons tempos em que fazíamos contas de que time enfrentaríamos nos playoffs não é mesmo?

As coisas vão melhores Jazz Fanzz. Elas vão melhorar.

Um grande abraço Fanzz do Utah Jazz. Go Jazz Go !

fotos: utahjazz.com.

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