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Boletim Utah Jazz 78, 01 de Janeiro de 2.005.

Dezembro de 2004: um mês para o Utah Jazz esquecer

Olá Jazz Fanzz.

Ufa !

Felizmente para o Utah Jazz o mês de Dezembro acabou. Tivemos apenas 3 vitórias e incríveis 12 derrotas. Este mês será lembrado como um dos piores da história do time, apenas perdendo para Dezembro de 1982 quando tivemos só duas vitórias. A última derrota foi ontem dia 31 de Dezembro para o Sacramento por 109 x 102 no Delta Center. 

Após um início arrasador de temporada com 6 vitórias e 1 derrota, Keith McLeod que vinha armando o time na brilhante campanha inicial perdeu a posição para a volta do titular Carlos Arroyo que estava contundido. Somou-se a contusão do All-Star Andrei Kirilenko e tudo desandou. Perdemos jogos que deveríamos ter ganho, e o resultado está ai: são apenas 11 vitórias e 19 derrotas até agora. Ocupamos a penúltima posição na tabela, atrás apenas do Hornets, que realmente não disse a que veio nesta temporada. O que pode ser feito para o time voltar a ser competitivo? Esta é a grande pergunta que os torcedores vem fazendo, porém até agora não conseguimos resposta clara de qual seria a saída para o time. Temos algumas idéias:

Jerry Sloan está tendo muito trabalho para arrumar o time.

foto: (Ap Photo / Steve C. Winson) http://sports.espn.go.com/nba/

1  - A volta de Andrei Kirilenko. 

Isto é óbvio mas precisa ser dito não somente pelo que ele faz em quadra, mas principalmente o que ele representa para o time. Ele é o líder do time, é um jogador que não perde a cabeça em momentos difíceis. O Jazz perdeu seu All-Star por contusão, mas pelo que parece perdeu seu ponto de referência em quadra, e percebemos desta forma o quanto ele é importante para os outros jogadores. Porém a volta dele não depende de boa vontade de técnico, jogadores ou torcedores, depende apenas do joelho dele. Previsões otimistas dizem que ele deve voltar por volta do dia 20 deste mês. Até lá...

2  - Manter Keith McLeod como titular. 

Felizmente McLeod voltou de contusão e está iniciando as partidas. Ontem contra o Sacramento ele teve 11 assistências e 14 pontos em 36 minutos em quadra. Com isso Raul Lopez jogou 11 minutos e Carlos Arroyo apenas 1 minuto. O problema neste caso é o descontentamento de Arroyo, que vinha cheio de moral pela campanha que fez nas Olimpíadas por Porto Rico e também pela ótima temporada que fez no ano passado. Mas entre deixar um jogador contente mas o time perdendo, ou colocá-lo no banco e voltarmos a vencer, acho que aqui não mora nenhuma dúvida.

3  - Fazer o time titular ficar muitos minutos em quadra. 

Jerry Sloan já disse que gosta de ter um bom banco de reservas. Desta forma ele vem optando por deixar Mehmet Okur no banco de reservas, para colocá-lo durante a partida e aproveitar o possível cansaço dos titulares do outro time, ou que ele enfrente um reserva adversário que também acaba de entrar, levando uma possível vantagem. Esta tática é interessante. Porém o jogador que inicia a partida tem que pelo menos dar conta do recado, e isso não vem ocorrendo como se era esperado. Então acredito que o Jazz tem que entrar em quadra com o que ele tem de melhor, e deixá-los jogando o maior tempo possível. No jogo contra o LA Clippers houve muita alteração da formação em quadra, todo mundo jogou vários minutos, com várias formações diferentes e isso infelizmente não ajuda muito.

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4  - Trazer confiança para os jogadores.

Aqui é um trabalho que leva tempo. Diferente do ano passado, o time do Utah Jazz no papel é muito bom. Percebemos que poderíamos estar entre, digamos, os 8 melhores times da NBA. Mas na quadra isso não vem acontecendo. Outro fator que está atrapalhando é a juventude do time. Falta um pouco de experiência. Do time realmente considerado titular, quem tem mais tempo de NBA tem três anos. É pouco. Precisamos fazer com que estes jogadores sintam que são capazes de ganhar jogos que teoricamente perderiam.

O que devemos esperar do Utah Jazz?.

Alguns dizem que este time estará bom daqui há 2 anos apenas. A diretoria do Jazz montou-o para o futuro. Não é segredo de ninguém que este time esta sendo preparado para os próximos anos. Quando contratamos Carlos Boozer e Mehmet Okur por seis anos, renovamos os contratos de Carlos Arroyo e Gordan Giricek por quatro anos, e também renovamos o contrato de Andrei Kirilenko por sete anos, era um sinal claro do que seria o Jazz nos próximos anos. A questão é que o presente poderia estar sendo um pouco melhor. De todos os pontos acima citados (tirando é claro a volta de Kirilenko) o que mais está impactando o time é a falta de confiança e tranquilidade, principalmente no final da partida, quando qualquer erro pode ser fatal.

Matt Harpring foi perfeito no seu comentário sobre a diferença deste time, para a época que John Stockton conduzia o Jazz. Ele falou assim: "Na época que joguei com Stockton, quando a partida estava nos minutos finais e o jogo equilibrado, eu tinha certeza que sairíamos com a vitória, porque Stockton sabia exatamente o que fazer, e isto não vem acontecendo agora". Em outras palavras, falta experiência para a garotada de agora.

Bem Jazz Fanzz, um ótimo ano novo para vocês, e que o Jazz inicie este ano com o pé direito, e retorne ao seu lugar, que é entre os melhores time da NBA. Ainda faltam muitos jogos e com certeza vamos retornar, e buscar a nossa vaga para os playoffs.

Um grande abraço Fanzz do Utah Jazz.

Go Jazz Go !.

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