A vaga nos playoffs está ficando mais longe.
Deron Williams de volta a vaga de titular. Demorou, mas finalmente Jerry Sloan recolocou Deron Williams como titular do time. Após deixá-lo na reserva ou colocá-lo como segundo armador (posição que não é a dele) Sloan recolocou-o iniciando as partidas. É interessante perceber que a torcida toda vinha pedindo isso, mas Sloan não dava o braço a torcer, e o motivo apresentado foi bem razoável. Além de Deron não estar jogando tão bem quanto deveria, Sloan queria proteger o garoto de enfrentar diretamente outros armadores de altíssimo calibre como Steve Nash, Jason Kidd e similares. Um confronto direto com tais jogadores poderia intimidar o novato, e fazer com que sua confiança caisse. É uma explicação razoável, mas não sei se foi o correto a fazer. Desde que Deron voltou a ser titular, ele vem se apresentando muito bem no contexto geral, sua defesa está melhorando e também seus arremessos. O que ele precisa melhorar ainda é suas assistências, que ainda não estão próximas do que a torcida gostaria. Carlos Boozer também já está de volta há algumas semanas mas ainda não pegou o ritmo de jogo. Vem jogando em média menos do que 30 minutos por partida. Outro desfalque que não mencionei no boletim passado e que está fazendo muita falta para o time é Gordan Giricek. O segundo armador do time tem uma ótima média de arremessos em quadra mas desde que se contundiu nenhum outro jogador o substituiu a altura o que vem gerando problemas para o time, principalmente quando o relógio vai chegando perto da hora de arremessar. Ou seja, a velha e constante inconsistência no time do Utah Jazz. Sem reservas a altura nenhum time vai muito longe no campeonato.
Como percebemos acima serão 4 jogos fora de casa e depois voltamos a Salt Lake para jogar contra o Phoenix. Olhando os adversários com sangue frio, qualquer um diria que seriam três derrotas contra Miami, Memphis e Phoenix. Então seria muito interessante o Jazz superar as expectativas. O que talvez deixe os Fanzz do Utah Jazz um pouco esperançosos é o fato de que apesar de tanta inconsistência o time está fora dos playoffs por causa de duas derrotas apenas a mais que seu concorrente direto pela vaga. Não estamos fora do páreo, mas como disse no início teremos jogos dificílimos nas próximas semanas. E é bom o Jazz não seguir a cartilha de perder os jogos que ele é tido como azarão e aceitar tais derrotas como se fossem normais. Se tem alguma coisa boa nestes jogos que faremos fora de casa é que são contra times que estão na Costa Leste dos Estados Unidos. Para o público brasileiro isso é uma benção pois os jogos começarão em torno das vinte e uma horas e não as vinte e três horas que é o normal da Costa Oeste. Deron Williams, Carlos Boozer, Andrei Kirilenko, Matt Harpring e compania: Chegou a hora. Ou arrancamos em busca da vaga agora, ou só na próxima temporada. E o torcedor do Jazz já está há dois anos sem uma visita aos playoffs. Não dá mais para esperar.
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